Porque, como diria o velhinho barbudo, os dentistas fazem sua história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente...
Eu outro post, já saí do assunto principal do blog para dar uma breve notícia sobre cremes dentais com baixo teor de flúor. Recentemente, uma matéria publicada em uma revista de grande circulação trazia o título "Não precisamos escovar os dentes - diz especialista". Sugiro uma visita ao blog do professor Cassius Torres, no qual ele sugere alguns "exercícios para desenvolver o espírito crítico".
A página do CFO fornece um conjunto de dados estatísticos relevantes, mas uma limitação estava me tirando o juízo: por mais que eu revirasse o site do avesso, eu só encontrava dados do momento presente. Embora seja muito útil ter disponíveis estatísticas atualizadas semanal ou mensalmente, há situações em que precisamos estabelecer comparações históricas.
Acabei encontrando as informações que queria no portal do DATASUS, neste atalho aqui. A fonte dos dados, segundo informa o sistema, é o próprio conselho. Assim, podemos verificar que em 1997, havia no Brasil 102.714 dentistas, enquanto que em 2007, este número subiu para 219.827. Mais que dobrou em uma década.
Encontrei uma conta no Flickr com um acervo precioso de ilustrações de antigos livros sobre Odontologia. A foto ao lado é do livroMouth hygiene, a course of instruction for dental hygienists; a text-book containing the fundamentals for prophylactic operators, de Alfred C. Fones, publicado em 1916. Há também quadrinhos que saíram no Journal of the National Dental Hygiene Association, em 1946, um livro infantil de 1921 e várias outras imagens. Recomendo uma olhada.
(Agradecimentos a José Antônio Abreu de Oliveira)
P.S.1 : Não deixem de espiar um artigo de meados do século XIX discutindo se mulheres deveriam exercer a Odontologia.
Há muitos anos, precisando estudar em detalhes a Odontologia a 4 mãos, li um clássico na área, no acervo da biblioteca de saúde da UFC, o livro do professor Chasteen, de onde tirei a ilustração ao lado. Esses dias, navegando pelo youtube encontrei um vídeo protagonizado pelo próprio, no canal da University of Michigan School of Dentristy. Aliás, que achado este canal! Uma coleção maravilhosa de vídeos históricos.
Não há indicação de data, suponho que o vídeo tenha sido gravado nos anos 70 - percebe-se pela biossegurança da época. A universidade adverte: "Este vídeo é apresentado apenas para finalidade histórica e pode trazer procedimentos que não são mais empregados atualmente". Descontados esses aspectos, é um recurso muito valioso para mostrar os detalhes da odontologia a quatro mãos.
Pensando em usar o vídeo em sala de aula, me lancei à elaboração de uma legenda. Confesso que o êxito foi parcial. Dos 12 minutos de gravação, legendei apenas os seis primeiros. Além disso, resolvi mostrar apenas a ideia geral da coisa, não é uma tradução literal. Caso alguém queira ajudar, aceito colaboração. Confiram:
Leia também, se achar:
CHASTEEN, J. E. Four handed dentistry in clinical practice. St. Louis: Mosby, 1978.
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P,S.: Leia também este post:
Foi publicada recentemente a edição do Caderno de Informação da Saúde Suplementar, que traz os dados da PNAD 2008 sobre acesso e utilização de serviços de saúde da população brasileira. A publicação traz dados referentes à população coberta por plano odontológico. Veja a tabela (clique para ampliar):
A ABRASBUCO (Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva) convida para sua reunião durante o XX ENATESPO (Encontro Nacional de Administradores e Técnicos dos Serviços Públicos Odontológicos) em Vitória -ES. Vejam os detalhes deste e outros eventos a seguir:
Foi por intermédio de Ana Clara e Sandra que conheci a charge que ilustra este post. Essa figura já deu margem para bastante discussão em sala de aula. Hoje achei um artigo que faz referência a ela, infelizmente não está disponível na internet:
ALVES, E. G. R. ;ANTUNES, J. L. F.. Levando o humor a sério: representações práticas odontológica no imaginário social através de charges e histórias em quadrinhos. Odontologia e Sociedade, SÃO PAULO/SP, v. 2, n. 1/2, p. 40-44, 2000.
O próprio artigo não localiza a fonte da charge, quem sabe algum leitor do blog conhece?
Se você é daqueles que acham que o Lattes deveria ter o botão add e o Scielo permitir follow, creio que vá gostar da novidade. Trata-se do Academia.edu, que faz exatamente isso: nele você pode seguir colegas que trabalham em áreas de seu interesse, acompanhar periódicos, tuitar que artigos anda lendo.
Acredito que o sucesso das redes sociais na internet depende tanto das funcionalidades oferecidas quanto das pessoas que estão lá. No quesito funcionalidade, adorei o Academia.edu. Os textos carregados são hospedados no Scribd, o que permite fácil visualização sem sair da página. Também achei muito bom o fato de que podemos sugerir novas revistas - ontem eu sugeri a Cadernos de Saúde Pública, que este mês tem um debate importante para os epidemiologistas, vamos ver quanto tempo demora para incorporarem. O lado fraco é que não encontrei muitas pessoas com os mesmos interesses que eu para seguir. Quem sabe não é por ser ainda pouco conhecido? Lana Bleicher