Mostrando postagens com marcador saiu na imprensa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saiu na imprensa. Mostrar todas as postagens

02 março 2016

Crise para quem?

A grave crise econômica que afeta o Brasil tem ocasionado a perda de muitos postos de trabalho. O Caderno de Informação da Saúde Suplementar de dezembro de 2015, publicado pela ANS, evidencia que o declínio do número de empregos formais tem resultado na diminuição de beneficiários de planos de assistência médica.



No entanto, a evolução do setor de planos odontológicos parece  seguir alguma lógica muito diferente. No período de setembro de 2014 a setembro de 2015 o número de beneficiários de planos odontológicos aumentou em 5%! Veja abaixo:




As informações que saem na imprensa também confirmam a pujança do setor. Veja:



Essas são informações úteis na hora de  negociar a Convenção Coletiva de Trabalho.


Hoje à noite, na ABO!
Publicado por Sindiodonto Ceará em Quinta, 25 de fevereiro de 2016


06 outubro 2014

A meta da OMS... na Espanha!

Já havia comentado neste post sobre a lenda em torno da meta da OMS para a proporção população: dentista considerada ideal. Hoje encontrei no jornal El País uma matéria muito interessante sobre as transformações que ocorrem no mercado de trabalho dos dentistas na Espanha. A reportagem mereceria muitos comentários mais demorados. Por enquanto, só tenho tempo para destacar essa passagem:

Castro, del Consejo [General de Colegios de Dentistas de España] , dice que "hay más de 30.000 dentistas aquí, uno por cada 1.200 habitantes, cuando, según la OMS, debe haber uno por 3.500".
Enfim... Um passatempo interessante seria reunir todas as metas de população:dentista já foram anunciadas pelo mundo afora.


Fonte: El País

26 maio 2014

E os direitos trabalhistas?

Mais uma notícia de mobilização de dentistas me chega por e-mail: e é do Ceará. O que mais chamou a atenção é que a pauta apresentada incluí, além de plano de carreiras, o acesso a direitos trabalhistas. 

A ausência de plano de carreira para os servidores públicos municipais é fato bastante comum, mesmo a lei 8.142/90 estabelecendo que um dos critérios para repasse financeiros dos recursos da saúde seja a instituição de Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).

Sobre o acesso aos direitos trabalhistas, também é praxe a contratação de servidores com vínculos precários. Em artigo publicado na Revista Baiana de Saúde Pública comentamos a questão. O que há de alvissareiro é que o Sindicato dos Odontologistas do Estado do Ceará esteja pautando o tema. Quem acompanha o movimento sindical de conjunto sabe que são justamente os trabalhadores precarizados os que menos conseguem ter suas demandas vocalizadas. Saudações aos dentistas cearenses!




Fonte: CBN



18 outubro 2012

Ah, esses dentistas e seus atentados à liberdade!


Esse foi um semestre interessante. Estive nas disciplinas Odontologia em Saúde Coletiva III e Ciências Sociais aplicadas à Saúde, como faço desde 2002 e 2003, respectivamente. Mas, pela primeira vez, assumi uma turma de Sociologia II, que é ofertada para o curso de Serviço Social. Foi uma experiência formidável: numa tarde discutia o fetiche da mercadoria e no dia seguinte pela manhã apresentava a aula sobre marketing odontológico!

Essa semana está sendo de fechamento, muitas avaliações pra elaborar e corrigir. E acaba acontecendo que conexões entre assuntos tão distintos saltam aos olhos. Por exemplo, como não lembrar de certos trechos do capítulo A assim chamada acumulação primitiva, do Capital, quando, ao pesquisar exemplos para a prova dos estudantes de Odontologia, esbarro com essa notícia, publicada no portal da câmara de Deputados?



Estou revirando o site do STJ para ter a confirmação sobre a informação veiculada acima e ainda não achei. Preciso ler com cuidado antes de concluir a respeito. Mas a proibição de movimentos liderados por entidades de classe sob a alegação de que prejudicariam a livre concorrência (afinal é para isso que serve a Lei Antitruste) me remete imediatamente a essa passagem:

Logo no começo da tempestade revolucionária, a burguesia francesa ousou retirar de novo aos operários o direito de associação acabado, precisamente, de conquistar. Pelo decreto de 14 de Junho de 1791, declarava toda a coalizão de operários como um «atentado à liberdade e à declaração dos direitos do homem», punível com 500 libras, juntamente com a privação por um ano dos direitos activos dos cidadãos (Íntegra aqui).
Pois é...Punições a trabalhadores que se organizam vêm de longa data e seguem até hoje. Espero que na hora de encontrar fórmulas para melhorar a relação das operadoras com os prestadores de serviços não se inspirem na parte do livro sobre as leis para abaixamento de salários.